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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010


"Agir como se tudo dependesse de nós, confiar sabendo que tudo depende de Deus."
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Santo Inácio de Loyola

sábado, 2 de janeiro de 2010

Esperança



Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...
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Welcome 2010!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

domingo, 6 de dezembro de 2009

Contrários


Quantas vezes na minha vida eu desprezei as pessoas, porque eu considerei o agora. É tão doído né, a gente ser visto somente a partir do presente. Quando as pessoas olham pra gente e só enxergam aquilo que a gente tem no momento.

Isso é fascinante em Jesus, por isso ele era capaz de preferir quem ele preferia. Porque Jesus não era um homem que se prendia no presente. Eu acredito e acho interessante isso: que os amantes nunca esgotam as criaturas amadas, porque o amor sobrevive de futuro, né? Ele consegue enxergar o que agente ainda não viu, a pessoa que ama consegue enxergar o que outro ainda não é, vê o avesso, vê o contrário da situação.

É tão bonito a gente pensar que a beleza do tecido tem um sustento, uma trama está por trás de tudo isso, compreender as pessoas, amá-las, só é possível a partir do momento que a gente entra na trama do avesso, quando a gente não enxerga somente aquilo que os olhos podem revelar, podem conhecer, mas, sobretudo, aquilo que ainda está oculto.

Deus nos ama assim, porque consegue enxergar o que a gente ainda não é, mas que a gente ainda pode ser.
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Padre Fábio de Melo

segunda-feira, 23 de novembro de 2009


A alegria de fazer o bem é a única felicidade verdadeira...


Léon Tolstoi

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Vamos pensar um pouco...

Clique na tirinha pra visualizar melhor!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O Mito de Sísifo

Na literatura grega Sísifo foi condenado a empurrar incessantemente uma pedra até o topo de um monte apenas para vê-la rolar até embaixo novamente, uma metáfora dolorosa para muitos trabalhos modernos: fúteis, sem esperança e repetitivos. A lenda declara que Sísifo se rebelou contra os deuses, que ele não os levou a sério e tentou roubar os seus segredos. Outra lenda traz que Sísifo conseguiu prender a morte em cadeias e que foi punido por isto por Plutão.

O momento chave no castigo de Sísifo está no instante em que a pedra rola monte abaixo e Sísifo sabe que ele deve ir atrás dela e tentar, em vão como sempre, empurrá-la para o alto do monte e além.

No final das contas, vejamos em Sísifo não a imagem da realização de um trabalho duro contínuo, cansativo e incessante, mas a de um homem alegre que reconhece que seu destino lhe pertence. Ele e somente ele pode determinar a essência da existência. Portanto, o tema não seria o homem que continua vivendo na desesperança, aceitando a finitude absoluta e transformando a vida tanto quanto lhe seja possível. Ao contrário, o tema seria então o homem que tem esperança, que se esforça e está sempre se desiludindo, que, apesar dessas reiteradas desilusões, não foge, mas recomeça sempre de novo, de modo a arrancar sempre da morte um pouco de vida. Sísimo é feliz porque descobriu o segredo da vida.
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